Quando a coragem vira argumento de campanha

Coragem é uma virtude que confere poder pessoalReprodução IA

Ela foi apresentada como uma espécie de credencial. Como se dizer “eu sou corajoso” fosse suficiente para diferenciar um candidato dos demais. A questão é que coragem não é uma competência técnica. Quando escolhemos um dentista, não perguntamos se ele é corajoso. Queremos saber onde se formou, sua experiência, sua especialização, sua competência. Quando procuramos um advogado, um engenheiro ou um cabeleireiro, também não colocamos a coragem no centro da avaliação. Procuramos conhecimento, preparo, capacidade e resultados.

Há mais de dois mil anos, Aristóteles já tratava do tema em sua Ética a Nicômaco e para o filósofo, a coragem não está nos extremos: ela se situa entre a covardia e a temeridade. O corajoso não é aquele que simplesmente não sente medo, mas aquele que decide honrar sua essência para fazer melhores escolhas.

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