A Vosoritida, medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2021 no Brasil, pode contribuir para o aumento da estatura e reduzir o risco de complicações neurológicas e otorrinolaringológicas, como apneia do sono e infecções recorrentes das vias aéreas superiores. Mais do que impactar o crescimento, o tratamento busca reduzir problemas de saúde associados à acondroplasia. Por isso, especialistas ressaltam que a discussão sobre o acesso ao medicamento vai além de uma questão estética e envolve qualidade de vida.
Atualmente, pacientes em tratamento com a Vosoritida no Brasil têm acesso ao medicamento principalmente por via judicial. No entanto, o país vive um momento decisivo para a terapia: a possível incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Desde 10 de março, está aberta uma consulta pública para que pais, pacientes, profissionais de saúde e a sociedade em geral possam contribuir com opiniões e relatos sobre o tratamento. O processo busca ampliar o debate sobre o acesso a novas terapias para doenças raras. O custo do tratamento pode ultrapassar R$ 1 milhão por ano.
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